Apreciar, analisar e criticar uma obra de arte é arte para poucos. É verdade que a função primeira e fundamental do produto artístico é encantar, impressionar, transformar, chocar, comover: causar a catarse e a epifania, alertar sobre nosso modo de ver o outro, o mundo e a própria arte.
Todavia, esse produto artístico contemplado sempre deixa uma ampla margem para as diversas possibilidades de interpretação, de atribuição de valor moral e estético, justamente por ser fruto da criação e da imaginação humana, imbuindo-se de toda sua subjetividade.
Isso aqui, que posicionamento político tem? E tem? Que técnica usou? Que tendência estética segue? E segue alguma? Em que proporção se afiniza ou transgride o universo de expectativa de dada linguagem?
Assim, toda obra de arte tem um vácuo, um vazio, um nada, que passa a ser preenchido quando é criticado. E nosso nobre egoísmo humano sempre haverá de querer que o “meu” ponto de vista seja o melhor. Mas a crítica não pode se contentar com o óbvio, o superficial, com o “quase-nada”.
A análise de um filme, por exemplo, geralmente se restringe a definições como “é bom” ou “é ruim”, “gostei” ou “não gostei”. É pouco. É quase-nada. Evocando o crítico de cinema André Bazin: "A função do crítico não é trazer numa bandeja de prata uma verdade que não existe, mas prolongar ao máximo possível, na inteligência e na sensibilidade dos que o leem, o impacto da obra de arte".
Sabendo-se que crítica é a somatória de opinião mais argumentos, visando ao prolongamento do efeito catártico e epifânico, uma pergunta deve suceder essas definições: Por que é bom? Por que é ruim? O que é ser bom ou ruim? Por quê? Por quê?
Então, para além do “bom” e do “ruim”, “olhai o sinal, ficou verde”. Para o apedrejamento e a glorificação. Para os dois ou nenhum deles.
É com esse espírito de espectador-ator-crítico-juiz implacável que o Locomotivo Cineclube direciona seus debates. Neles, atores invisíveis explodem e ganham forma. Desconhecidos recebem os louros da glória. Filmes marginais são canonizados e canonizados são excomungados. E aquela cinebiografia revolucionária e provocativa? Passa a ser apenas "moralista". Personagens consagrados se tornam “extremamente patéticos” e enredos irrepreensíveis viram narrativas “absolutamente idiotas”. Às vezes o bom continua bom e o ruim continua ruim. Mas, sinal verde!
sábado, 29 de maio de 2010
Para além do bom e do ruim
e parceiro do Cineclube Locomotivo
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Encontro do Núcleo de Estudos Audiovisuais
Toda sexta-feira, 10h, o grupo Towanda de pesquisas audiovisuais reúne-se no Cineclube Locomotivo e realiza leituras, conversas, análises de filmes, além de avaliação das sessões.
No encontro do dia 28 de maio, foi lido o artigo: Uma nova receita para o cinema brasileiro, do cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira; além disso, conversamos sobre a sustentabilidade do cineclube, as pesquisas individuais, a organização da sala e do acervo e a temática do próximo mês.
Quem se interessar em participar, é só comparecer às reuniões e dar sua contribuição nas discussões.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O Contador de Histórias

Na sessão O contador de histórias, contamos com a presença de alunos da escola Carlos Rios, além do público que frequenta regularmente o cineclube, os quais, mesmo já tendo visto o filme, se interessaram em rever essa história. Todos participaram do debate, expondo suas opiniões, emoções e críticas.
domingo, 16 de maio de 2010
Zuzu Angel
A sessão Zuzu Angel "deu o que falar"! O público analisou criticamente o trabalho dos atores e atrizes nesse filme, além disso, elogiaram o texto e ficaram impressionados com a incrível história de vida dos personagens principais.
Na próxima sessão, mais um filme que aborda uma história real: O Contador de Histórias.
Nos encontramos lá.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Meu pé de laranja lima
Esse garotinho que aparece na foto é João Vítor, ele adorou o filme Meu Pé de Laranja Lima exibido no Cineclube Locomotivo, e até se identificou com o personagem principal, o Zezé, uma criança muito esperta que adora fazer travessuras.
O filme emocionou o público, que pode curti-lo com pipoca e guaraná, e ainda participar de uma boa conversa ao final da exibição.
sábado, 6 de março de 2010
Locomotivo exibe neste sábado,06/03:

Veronika (Sarah Michelle Gellar) é uma bela jovem em seus vinte e poucos anos, com um bom trabalho e um bom apartamento em Nova York. Porém para ela as pessoas são frias e vazias. Ela não aceita a idéia de viver uma vida sem sentido. Assim Veronika decide morrer com uma overdose de calmantes. Ao acordar de um coma em uma clinica, descobre que terá apenas uma semana de vida. Nesta adaptação da mais peculiar obra de Paulo Coelho vemos como a morte pode provocar intensas transformações em nossa visão da vida
» Direção: Emily Young
» Roteiro: Paulo Coelho (livro), Larry Gross (roteiro), Roberta Hanley (roteiro)
» Gênero: Drama
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 103 minutos
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